Glutamato Monossódico... Você sabe o que é isso?

Glutamato Monossódico... Você sabe o que é isso?

January 6, 2019

 

Se você não sabe, não se sinta sozinho. Bilhões de pessoas ao redor do mundo consomem este produto diariamente e nem sabem que ele faz parte de sua alimentação.

Na verdade nem sabem que ele existe!

 

 

 

 Bom, o Glutamato Monossódico é uma das maravilhas, um dos milagres da indústria de produtos alimentícios. Algo que não pode faltar nas receitas industriais de pães, biscoitos, salgadinhos, temperos artificiais, enlatados, embutidos, comida pronta, comida instantânea e por aí vai.

 

Se você tem algum desses produtos na sua casa, saiba, você consome o Glutamato Monossódico.

 

Existe uma parte das pessoas que sabe que ele existe, sabe onde ele está, mas não sabe nem para que ele serve, nem se é seguro para nossa saúde.

E aí surge um problemão!

 

Como é que as pessoas comem e alimentam seus filhos, com algo que nem sabem o que é??

 

Bom, é por isso que resolvi falar sobre este assunto, tanto para explicar o que é este ingrediente tão misterioso dos alimentos, quanto para esclarecer se há ou não riscos para a saúde em consumi-lo.

 

Para começar, um pouco de fisiologia dos sabor.

 

Nossa língua é coberta por receptores de sabor. A maioria das pessoas conhece os 4 sabores principais que a língua percebe, que são o doce, salgado, amargo e azedo. Mas existe um quinto sabor pouco conhecido, que é o Umami.

 

Em 1908, um pesquisador japonês pesquisava o sabor Umami e descobriu uma molécula capaz de ativar seus receptores específicos na língua, o Glutamato Monossódico.

 

Esta é uma molécula natural que existe em vários alimentos, como algas, carnes e alguns vegetais. Mas a partir de sua descoberta como um ativador de receptores de sabor na língua, ele foi sintetizado para a produção para ser usado como realçador de sabor.

 

 A primeira empresa a desenvolver a produção industrial de Glutamato Monossódico foi a Aji-no-moto (“Essência do sabor”, em japonês) e a partir daí este produto passou a ser utilizado por toda a indústria de alimentos no mundo.

 

Simplificando, tudo em que você colocar Glutamato Monossódico vai ficar gostoso e seu cérebro vai querer mais. Isso porque ele age diretamente no Hipotálamo, no cérebro,  alterando o desejo alimentar.

 

Desde da década de 1960, muitas perguntas foram levantadas sobre a segurança deste produto e sobre os males que ele pode causar no organismo humano.

 

Evidentemente, a indústria de produtos alimentícios é uma das mais poderosas do mundo e, com certeza, retirar esse “tesouro” das mãos deles não é nada fácil.

 

Veja um exemplo disso. Se você estiver em dúvida sobre a segurança do produto e decidir pesquisa no site da empresa que o criou, vai encontrar uma enxurrada de informações e notícias que validam o Glutamato como uma substância segura e saudável que só faz para a saúde.

Acesse e leia mais: https://bit.ly/2T7Qewt

 

Mas será que essa é toda a verdade??

 

A meu ver, pode até existir um limite de segurança para o uso deste produto. O problema é que nós não o consumimos de apenas uma fonte. Tudo o que comemos de origem industrial está carregado de Glutamato Monossódico. E na maioria das casas ele é consumido diariamente, sem interrupções.

 

E aí?? Como medir que este nível seguro esteja sendo respeitado??

 

Com certeza é muito complicado! E vamos expondo nossos pais, nossos filhos e a nós mesmos aos riscos do seu excesso. Mas existe um agravante!

Não existe  um limite para uso do produto. ele é considerado seguro pelos órgãos internacionais e, no Brasil a ANVISA não limita seu uso. Ou seja, para a indústria quanto mais melhor. E para nosso corpo??

Assim, consumimos cada vez mais este produto e nem nos damos conta.

 

Pesquisas demonstram que o produto pode ajudar na redução de sódio na alimentação, já que ele tem menos sódio do que o sal de cozinha e você precisa usar menos Glutamato do que sal para alcançar o mesmo resultado.

 

Mas aí fica este jogo de empurra-empurra. Uns defendem e contam lindas histórias. Outros amaldiçoam e contam casos terríveis.

 

Afinal, o que há para se preocupar de verdade com o consumo de Glutamato Monossódico??

 

Analisamos algumas pesquisas científicas realizadas ao redor do mundo. Selecionamos algumas delas para que você possa fazer seu juízo se vale a pena pagar o preço do saborzinho gostoso do Glutamato. São 11 artigos, entre dezenas que encontramos, mas que mostram pelo menos um aparte dos riscos do consumo deste produto.

 

Leia a seguir:

 

Obesidade e diabetes

 

Sobre os efeitos do Glutamato Monossódico sobre o apetite, uma pesquisa inglesa (2) demonstrou que pessoas que recebiam uma refeição suplementada com Glutamato tinham uma recuperação do apetite mais rápido do que pessoas que tinham uma refeição sem Glutamato, demonstrando uma tendência a aumentar o volume ingerido de alimentos por influência do Glutamato.

Uma pesquisa realizada na Eslováquia (01) demonstrou que animais recém nascidos que receberam glutamato monossódico em dias alternados logo após o nascimento pelo período de 10 dias apresentaram na fase adulta (3 meses) atenuação do efeito da insulina no transporte de glicose, com menor captação de glicose, a incorporação de glicose nos lipídios foi significativamente maior, sugerindo uma mudança no metabolismo da glicose para a síntese lipídica (formação de gorduras) no tecido adiposo, contribuindo para a obesidade.

 

Um estudo Chinês (11) avaliou a incidência de obesidade entre pessoas que consumiam e que não consumiam Glutamato Monossódico e constatou que independente do tipo de dieta que a pessoa faça ou de quanta atividade física se realize, o Glutamato aumenta significativamente os índices de obesidade entre seus consumidores.

 

Comportamento e Estresse

 

Uma pesquisa americana (3) demonstrou que os animais que receberam cinco injeções de Glutamato Monossódico nos primeiros 10 dias de vida apresentaram, quando adultos, anormalidades comportamentais. As fêmeas demonstravam baixa atividade exploratória dez semanas após o desmame. Um outro aspecto anteriormente foi a automutilação de cauda, em uma grande proporção de animais, com a maior incidência em fêmeas.

 

Problemas Endocrinológicos

 

Pesquisa americana (3) verificou que animais que receberam cinco injeções de Glutamato Monossódico nos primeiros 10 dias de vida apresentaram, quando adultos, anormalidades de crescimento e endocrinológicas. Os ratos eram extremamente atrofiados e obesos. Além disso, as fêmeas tinham ovários, útero e pituitárias menores quando comparados com animais que não receberam Glutamato. O exame histoquímico do hipotálamo revelou uma perda acentuada de células sensíveis a Dopamina, reduzindo sua ação. Isso aumenta a possibilidade de problemas endocrinológicos e outros déficits pelo consumo de Glutamato, inclusive Doença de Parkinson.

 

Sobre a produção de hormônios sexuais, uma pesquisa americana (7) verificou que os animais machos tratados com Glutamato Monossódico tinham vesículas seminais, próstata  e testículos muito menores. Ainda, tinham concentrações de Testosterona eram significativamente menores. As fêmeas tratadas com Glutamato Monossódico apresentaram concentrações séricas significativamente menores de Hormônio Luteinizante e Hormônio Folículo Estimulante e Estradiol. Esses resultados demonstram uma possibilidade de interferência negativa nos sistemas reprodutivos masculino e feminino.

 

Uma pesquisa americana (9), verificou que as ratas tratadas com Glutamato Monossódico tiveram menor fertilidade, com menor número de gestações e menor número de filhotes gerados. Ao mesmo tempo os machos apresentaram menor fertilidade. Ainda, os animais apresentaram redução do peso da Hipófise, da Tireóide, dos Ovários e dos Testículos.

 

Danos Neurológicos

 

Uma pesquisa japonesa (4) demonstrou que animais recém nascidos que receberam Glutamato Monossódico nos primeiros dias de vida apresentavam lesões em várias partes do Hipotálamo, parte do encéfalo responsável por regular determinados processos metabólicos e outras atividades autônomas.

 

Problemas do Fígado e dos Rins

 

Uma pesquisa realizada no Japão com apoio de vários Centros de Pesquisa do mundo (5) verificou que a administração de Glutamato Monossódico por animais adultos pelo prazo de 6 a 12 meses causou no fígado um estado semelhante à Esteatose Hepática Não Alcoólica ou a Doença Hepática Gordurosa em humanos, levando à inflamação crônica deste órgão.

 

Uma pesquisa realizada entre Brasil e Espanha (6) demonstrou que o Glutamato Monossódico, após 45 dias de administração, causou alterações das enzimas hepáticas e no metabolismo da glicose. Esse animais ainda apresentavam elevação da produção de insulina e da glicemia, o que suporta a possibilidade de resistência à insulina.

 

Uma pesquisa Mexicana (8) demonstrou que 45 minutos após uma injeção de Glutamato Monossódico, os rins e fígado dos animais do teste já apresentavam alterações, inclusive com degeneração das estruturas e necrose (morte de células)

 

No Egito (10), um estudo comprovou que animais que receberam Glutamato Monossódico tiveram o fígado e os rins aumentados. No fígado, houve alteração das enzimas hepáticas, o que demonstra o dano causado. Nos rins, verificou-se que as taxas de uréia e creatinina no sangue estavam aumentados, ou seja, havia prejuízo da função renal.

 

E se você quiser ler os artigos que encontramos, basta clicar nos links que estão no final deste artigo.

 

Agora, depois de tudo isso, antes de colocar um salgadinho na boca, antes de comer um macarrão instantâneo, de comer fast food, de temperar a comida com tempero pronto industrial, antes de optar por algo industrializado e não fresco, pense bem sobre as vantagens e desvantagens.

Sua saúde agradece!!

 

Referências:

 

01 - https://bit.ly/2TwtpBU

02 - https://bit.ly/2sfCnI9

03 - https://bit.ly/2AACQcF

04 - https://bit.ly/2VG3nOO

05 - https://bit.ly/2FeWJZV

06 - https://bit.ly/2C52C8Y

07 - https://bit.ly/2C4WPjL

08 - https://bit.ly/2RGiskl

09 - https://bit.ly/2RxYms9

10 - https://bit.ly/2RgzZ2T

11 - https://bit.ly/2FahbvN

 

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