Afinal, qual a diferença entre fitoterapia e plantas medicinais?

Afinal, qual a diferença entre fitoterapia e plantas medicinais?

O uso de plantas para curar doenças e melhorar a vida das pessoas é algo milenar. Utilizar as plantas como matéria-prima para medicamentos industrializados é um processo mais recente, mas também muito consolidado.

As duas ações que mencionamos se referem, respectivamente, às plantas medicinais e aos medicamentos fitoterápicos. Muita gente confunde essas duas coisas e não sabe as suas verdadeiras diferenças. Neste texto, falaremos sobre a diferença entre fitoterapia e plantas medicinais.

 

 

 

Plantas medicinais

 

 

As plantas medicinais fazem parte do saber tradicional e da cultura de diversas comunidades em todo o mundo. Do hábito da avó que prepara chás para curar dores, ao uso de diversas plantas, flores e raízes por líderes espirituais e pajés em comunidades nativas, as plantas são usadas para fins medicinais.

 

É disso que se trata uma planta medicinal: um vegetal, muitas vezes in natura, cujas propriedades medicinais são conhecidas e consolidadas através da sabedoria popular ou pesquisas. Para pessoas que vivem no campo ou no interior, é comum possuir plantas medicinais em hortas ou colhê-las diretamente de ambientes nativos, mas para quem mora em localidades mais urbanas, para encontrar estas plantas medicinais, é preciso adquiri-las em farmácias ou herbanários.

 

Para a comercialização, segundo a Lei 5991/1973, as plantas precisam estar devidamente embaladas com descrição botânica na embalagem (nome científico). O rótulo não deve conter orientações para uso terapêutico.

 

Medicamentos fitoterápicos 

 

Medicamentos fitoterápicos são fabricados tendo como base plantas medicinais, mas eles não são a mesma coisa. Para a produção de um medicamento fitoterápico, são extraídos compostos da planta para que se fabrique o novo produto. Podem ser usadas tinturas, extratos, óleos, ceras, sucos, entre outros, e a matéria prima passa por um processo de industrialização. Com este processo, a eficácia e a segurança no uso pelo paciente aumentam, pois a planta tem o seu princípio ativo concentrado e fica livre de defensivos agrícolas.

 

Além disso, medicamentos fitoterápicos só podem ser produzidos por laboratórios que obtenham registro e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para operar antes possam ser vendidos em farmácias. Nem todo produto feito à base de plantas medicinais podem ser consideradas medicamentos fitoterápicos. Excluem-se os chás, pó ou partes de plantas sem processamento, florais, quintessências, homeopatias, própolis e medicamentos manipulados.

 

Um medicamento, mesmo fitoterápico, precisa apresentar dados técnicos em seu rótulo e também conter bula com classificações químicas e detalhes relacionados ao uso, contraindicações e possíveis efeitos colaterais.

 

 

Conclusão 

 

Na prática, todo medicamento fitoterápico tem em sua composição plantas medicinais. Entretanto, para que possa se tornar um medicamento, a planta precisa passar por uma série de testes em laboratório e um rigoroso controle sanitário. Em seu uso medicinal tradicional, as plantas são usadas in natura, moídas, amassadas ou fervidas para a obtenção de suas propriedades, mas sem um processamento industrial.

 

Acesse outra matéria em nosso site ou assista os vídeos do nosso canal do Youtube para saber mais sobre plantas medicinais. Acesse: youtube.com/autordapropriasaude

 


 

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