DIABETES

DIABETES

September 20, 2017

Saiba mais sobre a diabetes e conheças plantas medicinais que podem auxiliar em seu tratamento

 

 

 

A Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A Insulina, por sua vez, é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue e é produzida no pâncreas. O corpo humano precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia.

    Em uma pessoa saudável, quando o nível de glicose no sangue sobe, as células beta pancreáticas produzem insulina e, de acordo com as necessidades do organismo no momento, é possível determinar se a glicose vai ser utilizada como combustível para as atividades do corpo ou será armazenada como reserva, em forma de gordura. Isso faz com que o nível de glicose (ou taxa de glicemia) sempre esteja equilibrada. No caso de pacientes com diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O que implica no alto nível de glicose, a famosa hiperglicemia, que em longo prazo pode causar danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

 

 

TIPOS DE DIABETES

 

TIPO 1

 

Representa entre 5 e 10% das pessoas diagnosticadas. Geralmente pode aparecer na infância ou adolescência, o que não exclui adultos do espectro. Além disso, pode ser reflexo do histórico genético da família do paciente. Nessa variedade da doença, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta, logo pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. A glicose acaba ficando acumulada no sangue ao invés de ser metabolizada como fonte de energia. O tratamento é realizado com injeções diárias de insulina, medicamentos, dieta específica e atividades físicas.


 

TIPO 2

 

Representa 90% das pessoas diagnosticadas. É muito comum em adultos, porém crianças também podem desenvolver. Transtornos de ansiedade, síndrome do ovário policístico, apneia do sono e obesidade podem ser doenças que apresentam fatores de risco. Nesse caso, o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente. Dependendo da gravidade, pode ser controlada com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos.

 

 

DIABETES GESTACIONAL

 

Pode ser desencadeada por mudanças hormonais durante a gravidez. A placenta se torna uma fonte de hormônios que reduzem a produção da insulina. O pâncreas, por sua vez, aumenta a produção de insulina pra compensar esse quadro. Em algumas mulheres esse processo não ocorre. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta. Pode ocorrer em qualquer mulher e nem sempre os sintomas são identificáveis. É necessário realizar a verificação frequente da glicose a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês) e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose.

 

PRÉ-DIABETES

 

O termo pré-diabetes é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2.

Obesos, hipertensos e pessoas com colesterol descontrolado (alto LDL ou baixo HDL) estão no grupo de risco.

50% dos pacientes nesse estágio vão desenvolver a doença, principalmente por falta de cuidado.

O pré-diabetes é especialmente importante por ser a única etapa que ainda pode ser revertida ou mesmo que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações.

A maioria que tem pré-diabetes, deixam para procurar ajuda quando o problema se agrava.          

  

Hoje, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. E esse número só está crescendo. Pensando nisso, preparamos uma seleção de plantas medicinais que podem auxiliar no controle da doença:

 

OBS: Para acessar o vídeo das plantas que serã citadas abaixo, basta clicar nas imagens e então será direcionado dirretamente para o vídeo da planta no YouTube.

 

FRUTOS DO MELÃO-DE-SÃO-CAETANO  ( Momordica charantia )

 

 

Ação antiabetogênica e antidiabética

Pode reduzir até 48% a glicemia em jejum

Possui substâncias com ação semelhante à insulina

Aumenta o armazenamento de glicose no fígado

Aumenta a queima de glicose livre

Estimula o pâncreas

Aumenta as células beta

 

 

PATA-DE-VACA  ( Bauhinia forficata )

 

 

Ação hipoglicemiante

Possui substâncias com ação semelhante à insulina

Diurético – auxilia a eliminação de glicose pela urina

 

 

CASCA DE LARANJA  ( Citrus X sinensis

 

 

Inibe a glucosidade e a amilase durante a digestão

Impede a hiperglicemia pós-prandial

 

 

GUINÉ  ( Petiveria alliacea )

 

 

Potente ação hipoglicemiante

Pode reduzir em até 60% a taxa glicêmica em 1 hora

Deve ser usada com cautela

 

 

CARQUEJA  ( Baccharis trimera )

 

 

Apresenta potencial hipoglicemiante

 

 

BATATA-DOCE ( Ipomoea batatas

 

 

O consumo da farinha de batata-doce evita a hiperglicemia pós-prandial, auxilia o controle do nível glicêmico, estimula o funcionamento do pâncreas

 

 

CASCA DE PAU-FERRO  ( Caesalpinia ferrea )

 

 

Reduz a glicemia aumentando a concentração de glicose no fígado e no tecido muscular.

 

 

PRIMAVERA  ( Bougainvillea glabra )

 

 

As folhas por 21 dias reduz a glicose sanguínea, aumentar glicose no fígado e nos músculos, reduz em mais de 50% a ação da glucosidase no intestino e regenera as células beta.

A casca do caule tem ação igual a da glibenclamida nas primeiras 6 horas e no prazo de 7 dias, seus resultados foram muito melhores em controlar a glicemia.

 

 

SEMENTE DE TAMARINDO   ( Tamarindus indica )

 

 

No prazo de duas semanas regula a glicemia

Aumenta os níveis de glicogênio no fígado e nos músculos

Aumenta a disponibilidade de insulina na corrente sanguínea.

Protege as células beta do pâncreas e de regenerar as ilhotas de Langerhan.

 

 

SEMENTE DE COENTRO  ( Coriandrum sativum )

 

 

 

Aumenta a produção de insulina,

Age de maneira semelhante à insulina.

 

 

BÁLSAMO  ( Cotyledon orbiculata )

 

 

O suco das folhas reduz em até 50% a glicemia em 2 horas

 

 

SEMENTE E FRUTOS DE JAMBOLÃO  ( Syzygium cumini )

 

 

Os frutos sobre a glicemia tem ação muito benéfica, inibindo a liberação de glicose pelo fígado.

As sementes tem boa atividade no controle da glicemia, semelhante a clorpropamida.

São estimulantes das células beta, podendo aumentar em até 16% a produção de insulina.

Os extratos da polpa e da semente aumentam a concentração de glicogênio no fígado e nas fibras musculares, reduzem a amilase e glucosidade. Reduzem a concentração de glicose na corrente sanguínea

 

 

ROMÃ  ( Punica granatum )

 

 

Flores – aumentam o consumo de açúcar no organismo

Sementes em pó – reduzem a hiperglicemia em até 50% (12 horas)

 

 

COCO  ( Cocos nucifera ).

 

Fibras – reduz a glicemia

Flores não abertas – protege o pâncreas, estimula a produção de insulina

 

 

FOLHAS DE GOIABEIRA  ( Psidium guajava ).

 

 

Auxiliam no controle da glicemia

 

 

FLOR DE BANANEIRA  ( Musa )

 

 

Potente ação no controle da glicemia. Pode ser utilizada na alimentação de diabéticos.


 

ERVA-MOURA  ( Solanum nigrum )

 

 Ação anti-diabética semelhante a clorpropamida

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